O Estado de Guerra
O estado de guerra é estar sempre alerta. A qualquer momento podemos levar um tiro na cara ou fazer o ataque mortal. No caos não há moralidade, não há culpa e nem um sistema de justiça. Agora, respire lenta e profundamente, entre no seu único e verdadeiro estado de guerra.
***
Performance “Estado de Guerra” com grupo UHUU
(por Carol Gierwiatowski/Colméia)
No pátio da Oficina Cultural Oswald de Andrade eram avistadas cinco caixas de papelão abertas e em cada uma delas uma carta ao espectador. Diferentemente do trabalho de ator, de compor uma personagem e vivê-la para o público, os performers do UHUU assinavam as cartas com seus nomes reais, e o conteúdo das mesmas também eram reais, eram desejos, segredos, tristezas e verdades pessoais de cada um deles.
Uma mulher que queria sentir como era ser mãe. Um garoto que sabia que iria sofrer com a decisão de se expor e cortar seus cabelos e para minimizar a tristeza pedia que os fios fossem resgatados e colados a seu corpo. Um homem que já sofreu muito com as mulheres, e essa dor se assemelhava ao frio daquela tarde, frio que ardia, dor que queimava. Uma mulher que queria entender as mulheres e porquê para ser mulher é preciso seguir normas. Uma menina que brincava com balões, ouvia e contava os segredos mais profundos.
Fotos: Cláudia Schulz
0 comentários:
Postar um comentário